Flacidez Tissular e Flacidez Muscular: como identificar e tratar corretamente?

Oferecer tratamentos que combatem a flacidez é quase que uma obrigação dos profissionais da área de medicina estética, afinal, essa é uma das maiores queixas dos pacientes nas clínicas.

Esse problema é inevitável e envolve o ciclo natural da vida, porém, buscar alternativas para amenizar os seus sinais tem levado inúmeras pessoas a recorrer a tratamentos estéticos. Mas, o que a maioria delas provavelmente não sabe é que existem dois tipos: a flacidez tissular (de pele) e a flacidez muscular.

Mas, para oferecer um tratamento adequado, que realmente garanta os melhores resultados, é muito importante que o profissional saiba identificar e diferenciar esses dois tipos de flacidez. É sobre a diferença entre eles e como identificá-los corretamente que falaremos logo abaixo!

O que é flacidez

Devido a um processo natural do organismo, a partir dos 30 anos há uma queda na produção de colágeno, proteína responsável por “sustentar” a pele e dar firmeza e elasticidade a ela. Com o passar do tempo, essas fibras são degradadas mais do que são produzidas, além disso, a qualidade delas também é alterada quando comparada à produção em organismos jovens e saudáveis.

Com isso, a renovação celular e a tonificação da pele e dos músculos fica comprometida, dando um aspecto de moleza e falta de sustentação, conhecida como flacidez, que pode ser corporal ou facial.

Somados a isso, fatores genéticos e/ou relacionados ao estilo de vida também interferem para que a flacidez seja acelerada e fique mais evidente, como cor da pele, exposição solar, maus hábitos de alimentação, sedentarismo, tabagismo, dentre outros. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, dependendo desses fatores as funções fisiológicas normais da pele podem diminuir pela metade até a meia idade.

Como a pele fica mais visível, pode parecer que ela é a única vítima da flacidez, mas não! Os músculos também são afetados quando há falta de tônus muscular. Por isso existem dois tipos de flacidez: a tissular (de pele) e a muscular. É muito comum esses dois tipos aparecerem associados, o que piora ainda mais o aspecto.

Flacidez muscular

A flacidez muscular acontece devido à atrofia e desgaste das fibras de sustentação da musculatura subcutânea. Isso acontece devido à diminuição das proteínas que dão vigor a essas fibras, causada principalmente pelo sedentarismo e falta de atividade física.

Devido à flacidez, os músculos ficam sem os contornos definidos, com o aspecto “mole” e não tonificados, já que com a falta de estímulos vindos da atividade física, suas fibras se atrofiam.

Flacidez tissular

Mesmo com uma rotina de atividades físicas, a pele ainda pode ter um aspecto flácido. Provavelmente quem tem essa queixa sofre da flacidez tissular. Nesse caso, o problema está na pele e não no músculo.

A flacidez tissular é devido à soma de fatores intrínsecos e extrínsecos. Os primeiros relacionados à diminuição, desorganização e enfraquecimento das fibras de colágeno e elásticas, o que faz com que haja alteração na rede de elementos que sustentam a pele, diminuindo sua densidade e tirando a firmeza entre as células.

Os fatores externos relacionados à flacidez tissular são: aumento de depósito de gordura local, tabagismo, exposição solar excessiva sem proteção, gravidez, maus hábitos alimentares, ação gravitacional, efeito sanfona (emagrecer e engordar abruptamente), pouca ingestão de água, falta de cuidados com a pele, dentre outros.

O corpo todo pode ser afetado pela flacidez tissular, mas existem algumas áreas em que ela é mais comum, como rosto, braços, pernas, glúteos e abdômen.

Como identificar?

Se muitas vezes a flacidez tissular e a muscular aparecem associadas, como identificar corretamente para oferecer o tratamento ideal ao paciente?

A resposta é simples: faça uma boa avaliação, através de uma análise minuciosa dos hábitos de vida daquele paciente. Na avaliação, será possível conhecer o histórico do paciente, sua rotina e seus hábitos de alimentação e de atividades físicas.

Um atendimento prévio ao tratamento feito de forma completa ajudará na identificação do tipo de flacidez que acomete aquele paciente, bem como proporcionará a oportunidade de montar um tratamento personalizado de acordo com cada caso, para melhor alcance dos resultados.

Por exemplo, se na avaliação o paciente disser que tem uma rotina diária de exercícios físicos, mas que mesmo assim apresenta flacidez em alguma área, muito provavelmente ela será tissular e não muscular.

Além do histórico do paciente, a inspeção visual também é muito importante para identificar se há flacidez tissular, muscular ou uma associação das duas.  O profissional poderá realizar testes que o ajudarão no diagnóstico, como o “teste de prega”, que consiste em dobrar uma quantidade de tecido e verificar o tempo gasto para que ele volte à posição inicial.  A contração da musculatura e seus contornos também são um fator que deve ser analisado para a correta identificação da flacidez muscular, por exemplo.

Tratamentos

No caso da flacidez muscular, o tratamento mais indicado é criar o hábito de uma rotina de exercícios físicos, que irão estimular as fibras musculares e fazer com que elas fiquem mais densas e renovem a sua sustentação.

Já no caso da flacidez tissular, o ideal é combinar os bons hábitos à tratamentos estéticos que possam estimular a contração e a formação de novas fibras de colágeno, que irão melhorar o aspecto de flacidez da pele.

A radiofrequência é uma terapia que tem sido muito utilizada para esse fim, já que tem excelentes resultados tanto para flacidez corporal, quanto facial. Essa tecnologia age estimulando a neocolagênese e reorganizando as fibras já existentes, através de um aquecimento tecidual controlado. Vários outros efeitos fisiológicos são estimulados, com excelentes benefícios, principalmente, para a melhora do aspecto da flacidez tissular.

O Multishape é um equipamento que possui essa tecnologia. Quer conhecer mais sobre seus benefícios para a flacidez tissular? Preencha o formulário abaixo que entraremos em contato.

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