Você percebe que o cabelo continua crescendo, mas os fios parecem cada vez mais finos. O couro cabeludo começa a ficar mais aparente, a linha frontal muda ou o volume diminui progressivamente.
Esse padrão pode indicar alopecia androgenética, uma das causas mais frequentes de queda e afinamento dos cabelos em homens e mulheres.
Diferentemente de uma queda passageira, a alopecia androgenética envolve um processo progressivo de miniaturização dos folículos. Com o tempo, os fios produzidos por esses folículos se tornam mais finos, mais curtos e menos pigmentados. Por isso, quanto antes o médico identifica o processo e inicia uma estratégia adequada, maior pode ser a oportunidade de preservar folículos ainda ativos.
Além dos tratamentos já conhecidos, como medicamentos e transplante capilar em casos selecionados, a medicina começa a incorporar novas abordagens baseadas em energia.
Entre elas, o laser fracionado não ablativo de 1565 nm ganhou espaço nos estudos sobre alopecia androgenética. É justamente nesse cenário que entra o FoLix, da Lumenis.
O que é alopecia androgenética?

A alopecia androgenética provoca uma redução progressiva da densidade capilar porque fatores genéticos e hormonais alteram o comportamento dos folículos.
Nos homens, a ação da di-hidrotestosterona, ou DHT, desempenha papel importante nesse processo. Em pessoas geneticamente predispostas, os folículos de determinadas áreas do couro cabeludo respondem aos andrógenos de maneira diferente.
Como consequência, cada novo ciclo pode produzir um fio mais fino e menor.
A literatura chama esse processo de miniaturização folicular.
Nas mulheres, entretanto, o mecanismo pode ser mais complexo e nem sempre apresenta exatamente o mesmo padrão hormonal observado nos homens.
Por isso, embora homens e mulheres possam desenvolver alopecia androgenética, a aparência clínica costuma variar.
Nos homens, ela frequentemente envolve:
- entradas progressivas;
- redução de densidade na região frontal;
- rarefação no vértex;
- avanço gradual da calvície.
Já nas mulheres, a alopecia androgenética tende a produzir:
- redução difusa da densidade no topo da cabeça;
- alargamento da risca central;
- afinamento progressivo dos fios;
- manutenção mais frequente da linha frontal.
Além disso, a prevalência aumenta com a idade. Ainda assim, pessoas jovens também podem desenvolver o quadro.
Queda de cabelo e alopecia androgenética são a mesma coisa?
Não.
Essa diferença merece atenção porque muitas pessoas procuram um tratamento simplesmente porque perceberam “mais cabelo caindo”.
No entanto, diferentes condições podem provocar perda de fios.
Por exemplo, o eflúvio telógeno costuma causar queda mais difusa e pode aparecer após estresse intenso, doenças, perda de peso, alterações nutricionais ou outros eventos fisiológicos.
Já a alopecia areata envolve um processo autoimune e frequentemente provoca áreas bem delimitadas sem cabelos.
A alopecia androgenética, por outro lado, produz principalmente um afinamento progressivo e padronizado dos fios.
Portanto, antes de escolher qualquer tratamento, o dermatologista precisa identificar qual processo está acontecendo.
Essa avaliação também evita que o paciente trate uma condição acreditando que possui outra.
Por que os fios ficam cada vez mais finos na alopecia androgenética?
O folículo possui um ciclo. Durante a fase anágena, o fio cresce. Depois, ele entra em fases de transição e repouso até cair e reiniciar um novo ciclo.
Na alopecia androgenética, esse equilíbrio se altera progressivamente.
A fase de crescimento tende a diminuir, enquanto a miniaturização reduz o calibre e o comprimento dos fios produzidos.
Consequentemente, o paciente pode perceber primeiro: “Meu cabelo perdeu volume.” e somente depois notar áreas mais evidentes de rarefação.
Essa observação faz diferença porque um folículo miniaturizado ainda existe.
Entretanto, à medida que o processo avança, a capacidade de recuperação pode diminuir.
Por isso, o diagnóstico precoce ganha importância.
Como o médico diagnostica a alopecia androgenética?
O médico geralmente começa pela história clínica e pelo exame do couro cabeludo.
Além disso, a tricoscopia ajuda a identificar características compatíveis com miniaturização, diferença de diâmetro entre os fios e outros sinais importantes.
Uma revisão brasileira recente reforça que o diagnóstico da alopecia androgenética masculina permanece essencialmente clínico e que os achados tricoscópicos podem corroborar a avaliação.
Dependendo do caso, o médico também pode investigar:
- alterações nutricionais;
- doenças tireoidianas;
- anemia;
- uso de medicamentos;
- histórico familiar;
- alterações hormonais;
- doenças do couro cabeludo.
Assim, ele consegue separar a alopecia androgenética de outras causas de queda.
Quais tratamentos existem para alopecia androgenética?
Não existe uma única estratégia adequada para todos.
Atualmente, o tratamento pode envolver diferentes recursos, conforme sexo, idade, gravidade, histórico e objetivos do paciente.
Entre as opções estudadas estão:
- minoxidil tópico;
- minoxidil oral em situações selecionadas;
- finasterida;
- dutasterida;
- terapias injetáveis;
- PRP;
- transplante capilar;
- dispositivos de luz;
- lasers fracionados.
Uma revisão sistemática publicada em 2024 analisou 141 estudos sobre manejo da alopecia androgenética e reforçou justamente o valor de uma abordagem individualizada, já que diferentes tratamentos podem ocupar posições distintas dentro do planejamento.
Portanto, o objetivo não deveria ser perguntar: “Qual tratamento é melhor?”
A pergunta mais útil seria: “Qual estratégia faz mais sentido para este estágio da alopecia e para este paciente?”
Laser para alopecia androgenética: por que ele ganhou interesse?

O laser fracionado abriu uma nova linha de pesquisa porque consegue entregar energia ao couro cabeludo de maneira controlada.
Em vez de atingir toda a superfície de forma contínua, o sistema cria microzonas térmicas, enquanto preserva áreas adjacentes.
Esses estímulos desencadeiam processos de reparo.
Ao mesmo tempo, estudos experimentais e clínicos começaram a investigar como essa resposta pode influenciar o ambiente dos folículos.
Um estudo clássico com laser Er:Glass fracionado de 1550 nm observou, em modelo experimental, alterações relacionadas à fase anágena e a sinais associados à via Wnt/β-catenina. No estudo clínico-piloto, os pesquisadores também observaram aumento progressivo de densidade e crescimento capilar.
Entretanto, pesquisas posteriores mostraram que o mecanismo provavelmente envolve mais do que uma única via molecular.
Um estudo com 23 pacientes encontrou aumento significativo da densidade e da espessura dos fios após laser fracionado de 1550 nm, mas não identificou aumento de expressão de Wnt10A e IGF-1 da maneira inicialmente esperada.
Por isso, hoje a literatura trata o mecanismo de forma mais ampla.
Como o laser fracionado pode atuar nos folículos?
Uma revisão recente sobre lasers fracionados na alopecia androgenética reúne diferentes hipóteses biológicas.
Entre elas estão:
- ativação de células relacionadas ao folículo;
- influência em vias de sinalização do ciclo capilar;
- alterações na vascularização perifolicular;
- modulação de processos inflamatórios locais;
- resposta de reparo tecidual;
- mudanças na matriz ao redor dos folículos.
Portanto, não devemos resumir o mecanismo simplesmente como: “o laser esquenta e o cabelo cresce.”
Na verdade, o laser cria um estímulo térmico controlado, e o tecido responde biologicamente a esse estímulo.
Essa resposta pode favorecer condições relacionadas ao ciclo folicular.
O que os estudos mostram sobre laser fracionado de 1565 nm?
Aqui começamos a chegar especificamente à faixa de comprimento de onda utilizada pelo FoLix.
Em 2024, pesquisadores publicaram um estudo randomizado e controlado que comparou laser fracionado não ablativo de 1565 nm com minoxidil tópico a 5% em pacientes com alopecia androgenética.
O estudo incluiu 30 participantes. O grupo do laser realizou quatro sessões com intervalos de duas semanas.
Ao final, tanto o laser quanto o minoxidil produziram aumento significativo de densidade e diâmetro dos fios em relação aos valores iniciais.
Entretanto, o grupo tratado com laser apresentou melhora superior em alguns parâmetros, incluindo:
- número total de fios;
- densidade total;
- número de fios terminais;
- densidade de fios terminais;
- número de unidades foliculares.
Esse resultado não significa que o laser substitua automaticamente o minoxidil.
Porém, demonstra que o 1565 nm possui evidência clínica própria para alopecia androgenética.
Onde o FoLix entra no tratamento da alopecia androgenética?

O FoLix utiliza um laser Er:Glass fracionado não ablativo de 1565 nm.
A plataforma nasceu com uma configuração voltada especificamente para cabelo.
O FoLix possui indicação para melhorar a aparência dos cabelos do couro cabeludo em homens e mulheres adultos, fototipos I a IV, que procuram tratamento para queda capilar.
A plataforma é o primeiro laser fracionado com clearance do FDA especificamente voltado ao tratamento da queda de cabelo.
Além disso, o sistema entrega até 500 microfeixes por cm² e utiliza resfriamento termoelétrico integrado à ponteira.
Consequentemente, o FoLix transforma uma categoria de laser que já vinha sendo estudada em uma plataforma desenhada especificamente para a rotina capilar.
Qual é a diferença entre adaptar um laser e ter uma tecnologia específica para cabelo?
Essa diferença está principalmente no desenho da plataforma e na experiência de uso.
O FoLix utiliza:
- comprimento de onda de 1565 nm;
- entrega fracionada;
- aplicador específico;
- scanner para distribuição dos microfeixes;
- resfriamento integrado;
- protocolos voltados ao couro cabeludo.
Portanto, o médico não utiliza simplesmente um equipamento dermatológico genérico sobre o couro cabeludo.
A tecnologia organiza a entrega de energia para essa finalidade específica.
Esse ponto também ajuda a explicar por que o FoLix ganhou atenção dentro da dermatologia capilar.
Quem pode se beneficiar do FoLix?
O potencial de resposta depende principalmente da presença de folículos capazes de responder ao estímulo.
Por isso, o tratamento tende a fazer mais sentido quando o paciente ainda apresenta folículos ativos, mesmo que miniaturizados.
Em contrapartida, áreas com perda folicular avançada podem exigir estratégias diferentes, incluindo transplante.
Além disso, o FDA autorizou a indicação do FoLix para homens e mulheres adultos com fototipos de Fitzpatrick I a IV que buscam melhora da aparência dos cabelos do couro cabeludo associada à queda.
A Lumenis também conduz atualmente um estudo clínico específico em pessoas com fototipos V e VI, o que mostra que a investigação científica da tecnologia continua evoluindo.
Quantas sessões o tratamento costuma exigir?
O protocolo FoLix costuma envolver quatro a seis sessões mensais.
Além disso, como o ciclo capilar acontece ao longo de meses, o paciente precisa entender que a evolução não ocorre de um dia para o outro.
A resposta tende a aparecer progressivamente.
Consequentemente, fotografias padronizadas, tricoscopia e outras formas de acompanhamento ajudam o médico a avaliar a evolução.
O FoLix exige agulhas ou downtime?
Não.
A proposta da tecnologia utiliza laser fracionado e não envolve aplicação de agulhas.
Além disso, o protocolo não tem a necessidade de anestesia e é sem downtime, permitindo retorno à rotina após a sessão.
Entretanto, o profissional ainda precisa avaliar contraindicações, características individuais e condições do couro cabeludo antes do procedimento.
Assim, conforto não elimina a necessidade de indicação.
Está percebendo afinamento progressivo dos cabelos? Procure um dermatologista para identificar a causa da queda e saber quais tratamentos fazem sentido para o seu caso.
É médico e quer incorporar uma tecnologia específica para tratamentos capilares à sua clínica? Conheça o FoLix, da Lumenis, distribuído no Brasil pela Contourline.
Estudos científicos e referências para aprofundar
- Laser fracionado não ablativo de 1565 nm x minoxidil em alopecia androgenética — Acessar no PubMed
- Revisão sistemática e meta-análise sobre laser fracionado na alopecia androgenética — Acessar no PubMed
- Revisão sistemática sobre tratamentos para alopecia androgenética — Acessar no PubMed
- Laser Er:Glass fracionado de 1550 nm e mecanismos associados ao crescimento capilar — Acessar no PubMed
- Laser fracionado + minoxidil x minoxidil isolado — Acessar no PubMed
- Registro FDA do FoLix — K242349 — Consultar no FDA
- FoLix — informações oficiais da Lumenis — Conhecer a tecnologia




